Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Terça-feira, Janeiro 08, 2008

Lamentável!
Na minha cabeça surge apenas este grito de lamento e de frustração. E porquê?
Por um desejo de praticar aquilo que dizem eu ter direito: cidadania. Ora nem mais! Porque não posso eu exercê-la? Que medo é esse, perturbável das estruturas iluminadas deste país?
O que acontece é de o Governo decidiu não recorrer ao referendo e ratificar o tratado de Lisboa pela via parlamentar.
Mas isso é mau?
Não, não é. Mas se for para evitar a via da cidadania, podem crer que já é! Estou fulo, frustrado, irritado e descrente! Porque queria dizer algo sobre isso e porque sempre considerei que era matéria para levar ao risco maior, ao povo, e pedir que se pronunciasse. Assim, o povo nada vai saber - a menos que fosse tão evoluído como o irlandês - e vai continuar a sua senda de preocupações, de discussões diárias sobre a morte nas estradas, a taxa que vai e vai e vai, a educação que nada educa, a saúde que parece que afinal não é assim tão má, até que afinal já parece ser, e, por fim, sobre os grandessíssimos preguiças do parlamento, esses seres iluminadíssimos e notabilíssimos que nos representam muitíssimo bem, não haja dúvida, ao ponto de nos substituirem naquela que, porventura, será a matéria mais fulcral do avanço do país e da europa. Ou seja, os calões metidos a bestas e a lobbys de compadrios vão decidir por mim, como se o soubessem fazer!, e votar no sim ao Tratado de Lisboa. E a seguir dirão aos portugueses, interrompendo-lhes a novela, que foi a melhor decisão que Portugal tomou até então e que salvará a europa do 2º dilúvio bíblico, numa espécie de jangada de pedra (atenção, nunca confundir com a do Saramago, que o gajo acredita no voto em branco). Depois, desaparecerão numas longas e merecidas férias num sítio tropical a beber caipirinha e a exclamar: "Porreiro, pá!" Querem saber, eu também acredito no voto branco! Até poderia votar sim, mas desta forma, apenas três coisas são certas:
1ª O tratado passará a ser o maior embuste político que já pude tomar conhecimento (qual watergate!);
2ª Não votarei jamais em nenhum dos partidos que assumir a rectificação parlamentar como necessária - com medo da vontade do povo (onde é que isto já se viu?!? Na época medieval!). A partir de agora, só voto em Branco, porra!;
3ª O melhor é todos irmos comprar uma Nespresso da moda. Os pacotinhos são bonitos por fora, e diz a maioria dos sapientes portugueses que é o melhor café que provaram até hoje! ( a seguir ao da mãe deles, claro);
Que se pode fazer mais nos dias de hoje?
Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Hoje vi o novo filme de Robert Redford, "Lions for Lambs". Notável...
Não se deveria traduzir este título, aliás, nem se deveria legendar o filme. É uma obra curta, intensa e muito verdadeira. Fiquei imediatamente aprisionado ao guião, a partir do momento em que ele iniciou.
Hoje, enquanto via o filme, soldados morreram. De várias nacionalidades, e de vários lados. Mas, de que lado estou eu? Ou de que lado estamos nós? E que devemos fazer pelos que morrem acreditando num lado?
Não se deve traduzir ou legendar a realidade. Crua e intensa, com humor ou tristeza. O que importa é a nossa consciência. E a minha, hoje, sentiu-se renascer. Porquê só hoje? Eu penso que é por ainda a ter.
"Ser razoável com a falta de consciência, é como martelar um prego com a mão: Por mais que se bata, a única dor é sempre a nossa. E o prego ficará sempre indiferente."
Aquele que me largou para caminhar.
É o mesmo caminho,
e eu, sempre a mudar.
Temos força e sinceridade para aceitar o que sempre soubemos, sem nunca dizer em voz alta?
Temos coragem para mudar?
Hoje pensei nisto, e em muito mais. E vocês?
Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
Sábado, Dezembro 22, 2007

Para todos e todas, como eu, que acreditam no PAI NATAL, um ainda mais óptimo, mais fantástico e mais fraterno NATAL!!!
E para mim, desejo um natal diferente, e em vez do pai natal em cima, porque não um capuchinho, como este aqui em baixo?

A capuchinha, sem dúvida!
FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!
Quarta-feira, Dezembro 05, 2007
05 de Dezembro de 2007
Está frio
encontro-me de férias
encontro-me nas férias
É agradável parar, sem deixar que nade passe
Permanecer parado no meio do movimento
Correr o mais que se pode, levando nos nossos lábios o sorriso que alguém a correr mais do que nós nos deixou ficar
Olhar como se nada mais existisse à nossa volta
Atenção não pedida, não medida, não esperada
Não se desvia o olhar
Dá-se o encontro
O tempo é o de sempre ou poderia antes dizer que é sempre tempo
De encontrar
05 de Dezembro de 2007
Está quente*
*moon
Terça-feira, Novembro 27, 2007

Não se ouve mais silêncio, nos dias de hoje. Não se convive com o tempo, antes usamo-lo. Não se ama nos dias de hoje.
Ao Homem, todos os dias é-lhe roubado um pedaço de um qualquer bem seu, essencial, básico. Podemos lembrar o tempo, o descanso, o amor, a família, o direito, o futuro. Mas eu creio que o bem mais importante que lhe retiram, é o direito de subir a uma árvore, bem ao cimo dela e desaparecer, como se fosse uma entrada para um mundo mágico.
Nessa árvore, o Homem seria de novo um primata. Viveria da Natureza, em coexistência pacífica. Nada de mais. Nada mais, até. Apenas, viveria.
Teria o Sol pela manhã, a rasgar as folhas. Teria a chuva fria, mas passageira. Teria a família junto de si, e pela qual daria a sua vida. Mas teria a liberdade de subir à árvore e desaparecer nela. Primeiro, levar a sua família para um sítio seguro, pela noite silenciosa, e já com o amanhecer a levantar, escolher a árvore do dia, subi-la e ver o horizonte num sítio possível de alcançar apenas com a imaginação. E adormecer com um suspiro.
Hoje nao existem mais árvores. Hoje nem muito há do Homem que apenas vive.
Há, sim, uma neblina que corre à nossa volta, que nos faz ouvir os passos, que nos faz sentir medo por nao nos deixar ver o horizonte. Por não nos deixar mais imaginar e sonhar.
E eu, tudo o que quero, é uma árvore.
Sábado, Novembro 24, 2007
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Deixo aqui alguns ditames e também provérbios (*) (**) para os ouvidos do nosso coração, e o olhar da nossa mente.
Quem sabe, não nos ajudará a sermos melhores seres humanos.
Nenhum homem é uma ilha (Tagore)
Corrigir, ajuda; encorajar, ajuda ainda mais. (Goethe)
Paz é possível: está no coração à espera que a sintas (Prem Rawat)
A nossa missão não é julgar o que é justo ou injusto: é apenas ajudar. (Teresa de Calcutá)
Quereis conhecer um homem? Dai-lhe um grande poder. (Pittaco)
Ser leal a si mesmo é a única maneira de conseguir ser leal aos outros. (Vicente Alexandre)
De punhos cerrados, não se pode apertar a mão a ninguém. (Indira Ghandi)
Todos os homens são donos da sua riqueza. O avarento é escravo da sua. (Juvenal)
A virtude do homem não se mede pelos seus esforços, mas pelo comportamento ordinário. (Pascal)
Não fales da tua felicidade a quem não for tão feliz como tu. (Pitágoras)
Jamais existiu uma guerra boa ou uma paz má. (Benjamin Banklin)
Uma das primeiras virtudes sociais é tolerar aos outros aquilo que devemos proibir a nós mesmos. (Charles Duclos)
Meu amigo é quem me socorre não quem me lamenta. (Thomas Fuller)
A astúcia tem muitos vestidos; a verdade gosta de andar nua. (Thomas Fuller)
Enfeita de ouro as asas de uma ave e nunca mais voará no céu. (Tagore)
Quando falares, procura que as tuas palavras sejam melhores que o silêncio. (Provérbio hindu)
Na vida há algo pior que o fracasso: não ter tentado nada. (F. Roosevelt)
Se caíres sete vezes, levanta-te oito. (Provérbio chinês)
Um oceano de génio vale menos do que uma gota de bondade. (A. Gounod)
Quem procura a verdade deve estar disposto a sacrificar tudo pela verdade. (Gandhi)
and the last, but not the least,
A nossa verdadeira nacionalidade é a humanidade. (H. G. Wells)
Dos provérbios, remarco os seguintes:,
a verdade vem sempre ao de cima.
boa é a tardança que assegura.
temporal e guerra não duram sempre
quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem
Impressiona-me sempre a ténue fronteira entre a erudição e o empirismo.....
Dizia, Cervantes : "Parece-me, Sancho, que não há rifão que não seja verdadeiro, porque todos eles são sentenças tiradas da própria experiência, mãe das ciências todas."
(*) Ditame, do Lat. dictamen, s. m., máxima de moral, de prudência; aquilo que a consciência e a razão ditam; ordem; aviso; regra; doutrina.
Provérbio, do Lat. proverbiu, s. m., máxima expressa em poucas palavras, tendo-se popularizado; sentença moral; adágio; rifão; ditado, anexim; pequena comédia em que se desenvolve um rifão ou sentença moral.
Anexim, do Ár. annexid, coplas recitadas; s. m., dito sentencioso; rifão; adágio.
Rifão, dissimilação de refrão; s. m., provérbio; adágio; anexim.
Refrão, do Prov. refranh; s. m., estribilho; adágio; anexim.
Aforismo, do Lat. aphorismu < Gr. aphorismós, delimitação, s. m., proposição; máxima; rifão; sentença que em poucas palavras encerra um princípio moral.
Axioma, do Lat. axioma + Gr. axíoma, opinião, dogma, s. m., proposição evidente; proposição que não carece de demonstração; máxima; sentença.
(**) são expressões que a nossa língua, muito rica em sinonímia, consagrou para designar uma antiquíssima prática de sintetizar séculos de observações de fenómenos e comportamentos.
Deixemos falar o silêncio .....
Sexta-feira, Novembro 16, 2007

O MUNDO É ...
Criticar. Sentir. Preto. Dia. Tráfego. Teimosia. Dedicação.
Fazer. Amarelo. Trepar. Cumprimentar. Mandar. Sorrir. Acordar.
Verde. Alcançar. Amizade. Abraçar. Observar. Estrelas.
Laranja. Rosto. Tactear. Esquecer. Disparar. Aquecer.
Oportunismo. Perspectivar. Surpreender. Conformar.
Preto. Compor. Esmagar. Não. Vermelho.
Parar. Destruir. Cantar. Névoa Que Fere Quem Não Sente.
Ferver. Incentivar. Fugir. Aproximar. Secar. Cumprir.
Abismo. Sol. Inovar. Trabalhar. Ouvir. Crescer. Lua.
Luxo Distante A Quem Não Critica. Superar.
Castanho. Despedir. Perguntar. Porquê Escrever? Rio e Colinas.
Apagar. Lilás. Ponte. Iluminar. Desejar. Degrau D'Alma Minha.
Gritar! Continuar. Surpreender. Fechar. Ajudar. Caminhar...
Cinzento. Saltar. Traço Ferido. Amarelo. Terminar. Brincar.
Aprender. Deitar. Rasgar. Pintar. Mãe. Rosa. Desistir. Flores.
Improvisar. Adormecer. Acreditar. Pensar.
Conquistador Em Mundo Desconhecido. STOP!
Medo. Influenciar. Tentar. Mar. Conhecer. Apagar. Simplificar.
Acalmar. Quarto. Repetir. Verde. Peito. Sensibilizar.
Encontro Desejado. Postar. Amar. Pai. Deserto.
Castanho. Aumentar. Inventar. Força. Preguiçar.
Sexo. Tentativa Surda De Fazer Ouvir Quem Não Escuta...
Amor. Vermelho. Explorar. Largar. Confiar. Sim.
Imaginar. Recomeçar. Árvore. Subir. Ouvir. Transformar.
Pintar. Dividir. Compreender. Hesitar. Mergulhar.
Vencer! Construir. Lembrar. Amigos. Laranja.
Viagem. Horizonte. Piano. Sacrificar. Festejar. GO!
PALAVRA INCONFORMADA!
Domingo, Novembro 11, 2007
Sem amarras nem grilhões
Levou-me para lugares recônditos,
Onde o homem, aquele homem
o que domina, oprime e escraviza
não estendia o seu domínio...
Experimentei então, a sensação de ser livre
aquela sensação tão grata e cara às pessoas
que enganadoramente o comum dos mortais apregoa
mas que verdadeiramente só um punhado usufrui...
(Sei que vocês existem, têm de existir!!)
Senti-me bem, muito bem, com aquela sensação de quem....
numa travessia do deserto, recolhe uma gota de água perdida...
Aí, a gota de água era o maior dos tesouros....
Quisemos que aquele momento não acabasse jamais,
que perdurasse para todo o sempre!
Que aquela sensação de saciedade, nos acompanhasse
todos os dias da nossa vida!
Estavamos felizes, irradiavamos vida plena,
transbordavamos de essência!
Tinhamos que partilhar, qual desejo irresistível de generosidade!
Não, não podiamos guardar esta sensação
que nos enchia e preenchia só para nós!
Estavamos noutro estádio de consciência vivencial
O meu irmão tinha que ser tocado por aquela luz
que tudo alumiava, tudo incendiava!
A realidade, chama-nos de volta ...a esta realidade!
Redundante, cerca-nos e arrefece-nos a alma,
que alegremente vagueava sem tempo e sem lugar!
Volta o frio do quotidiano! A temprestade glaciar das nossas vidas!
Aí, nesse igloo das nossas existências, a alma não esqueceu!
Lembrou outra existência de outro lugar, de outra realidade!
Iluminou-se! Aqueceu e irradiou para lá daquelas geladas paredes!!
Era possível, outro estádio, outra existência, nesta realidade!
A minha imaginação alada, que pairou por lá, voou para cá!
A alma, outrora dormente, já estava acordada!
Morfeu, já não seria o deus da sua vida!
Essa nova existência, sonhada,
vivê-la-ia aqui, neste tempo, neste lugar.....
Não mais iria sentir o frio do deserto existencial!
A nova realidade, teria que ser super, e não só nova!
Então, aí, neste tempo e neste lugar
a supernova, será o bigbang das novas ideias!
E, aquele punhado inicial de homens livres,
aqueles que eu penso existirem,
que tem de existir,
serão perpetuados até aos fim dos tempos
geração a geração....
A liberdade, a gota de água, agora.....
a VIDA.
Sábado, Novembro 10, 2007

Enquanto vagueava nestes pensamentos, campos de terra castanha atravessados por rasgos verdes quentes multiplicavam-se e esvaíam-se pelo canto dos meus olhos. Pensava, então, em pequenos hiatos de espaço, onde pessoas viveriam em comunidades solidárias; onde nunca faltaria alimento ou abrigo. Todos se entreajudariam, numa relação de solidariedade estruturada. As portas estariam sempre abertas a novos amigos. E, nisto, a vida seguiria feliz.
Foi um desejo breve que desapareceu com o Sol vermelho no horizonte azul-cinzento.
Regressei, ainda suspenso pelo pensamento, e imaginei alguém, de tal forma confiável e bondoso, que provavelmente seria sempre maior que o seu corpo - pelo menos no meu imaginário. Alguém que pacificasse o momento revoltoso que muitas vezes sucede nas paisagens do meu pensamento.
Enquanto sonhava assim, ainda pensava na possível verdade de Thamanya, e do seu Hsayadaw:
"Dez mil pássaros podem pousar numa árvore boa."
Ditado birmanês
Terça-feira, Novembro 06, 2007

Ser Feliz é deixar de evitar os problemas e ser autor da sua própria história,
Ser Feliz é não ter medo de si, e dos seus próprios pensamentos; é saber falar de si mesmo.
Ser Feliz é acordar todos os dias, sorrir e dizer: Olá Mundo!
Post com texto de Vénus
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Os sonhos para serem realizados..
As metas para serem alcançadas...
Noutro tempo, noutro lugar...talvez,
a vida tivesse outra vivência!
Os sonhos, não fossem mais sonhos,
mas sim, a realidade daquela vivência
doutro tempo, doutro lugar....
As metas seriam apenas e só,
o climax do momento,
o zen daquela existência
o pulular dos segundos,
numa existência, em que
a marcha do tempo, não era inexorável....
Apenas e só,
Carpe diem, "cease the day"
Viver cada momento como se fosse o último!
Então, a minha existência, transformar-se-ia
numa vida de "meta"(s), sem "dona"
nada que me levasse a extases artificiais...
Apenas eu, e os outros, sem cariz egocêntrico
somente altruísmo generoso, hipérboles do meu desejo...
A realidade aqui e agora! Sem fuga possível!
Busco-a, qual Proust dos nossos tempos...
Procuro incessante e continuamente essa vivência
sem máscaras ou artefactos...
De frente, com os olhos esbugalhados e (de)mente escancarada
tropeço, caio, mas ergo-me sempre...
noção de tempo perdida, sinto que às vezes, a minha respiração
sopra a terra do chão....afasta grãos de poeira!
Levantar-me-ei sempre!
DE PÉ! Como as árvores!
Sem estacas nem apoios!
Resistirei aos ventos da opressão!
Resistirei ao fogo da mediocridade!
Resistirei à seca das "boas" causas!
Porque, (n)o meu solo,
há-de sempre germinar
a semente .....
do HUMANISMO!




